Quem é Salvino?

Sou nascido e criado na Cidade de Deus, tenho 25 anos e, desde muito cedo, tive que aprender a superar as dificuldades impostas pela realidade dura da favela. Meus pais sempre foram muito humildes, mas sempre apostaram na Educação para que os filhos tivessem uma vida melhor. Aos 7 anos ingressei, por sorteio, no Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Graças aos estudos, me formei em Gestão Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2023.

Para me sustentar e conseguir estudar, trabalhei desde cedo, como ambulante, vendendo água no sinal e bala em coletivos. Também fui pedreiro, recepcionista em casa de festa e fiz dezenas de outros trabalhos até conseguir um estágio na Defensoria Pública do Rio de Janeiro, em 2018. Também fui pesquisador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec).

Com um grupo de amigos, fundei o coletivo Perifa Connection – Plataforma de disputa de narrativas sobre as periferias brasileiras através da comunicação, formação e articulação política –, que tem como objetivo gerar melhores condições de vida para o jovem, construindo oportunidades e criando políticas públicas que o capacitem para o mundo moderno.

Em janeiro de 2021, no início do terceiro mandato de Eduardo Paes como Prefeito do Rio, fui convidado para ser o primeiro Secretário Especial da Juventude Carioca. E uso a minha própria experiência de vida para pensar em políticas públicas que auxiliem o jovem periférico a mudar de vida.

Porque decidiu ser pré-candidato?

A experiência de vida me mostrou que todo jovem pode transformar seu destino e ter uma vida melhor. Basta ter uma oportunidade. Minha meta na vida é fazer com que os jovens, principalmente os pobres, da periferia, tenham acesso a oportunidade, seja de capacitação, de estudo ou profissional. Por isso decidi entrar para a vida pública. Para mudar o destino desses jovens que, como eu, só precisam de uma chance para transformar suas vidas.

O que deseja fazer sendo eleito?

A primeira coisa a fazer é aprovar uma lei destinando verba, recursos, para projetos de capacitação, como os Espaços da Juventude que, em dois anos, já formaram mais de dez mil jovens. É dinheiro na veia para a formação tecnológica no Rio. E é emprego. Nossa juventude precisa de incentivo para se formar e trabalhar. É o primeiro caminho para transformar nossa cidade em referência na formação e geração de emprego da Indústria 4.0.